Numa viela do Porto, o tempo parou

Na Rua da Senhora das Verdades, junto às ancestrais Escadas de Codeçal, o Porto emerge como um testemunho da sua própria história, onde o tempo flui com a suavidade de um rio tranquilo, preso entre o passado e o presente. Este recanto, envolto pela luz nostálgica de 2018, revela o empedrado irregular e as fachadas desgastadas, que sussurram segredos de quotidianos antigos e memórias quase tangíveis.

Um chafariz de ferro forjado ergue-se, orgulhoso e silencioso, guardião de encontros e conversas que se perderam nas dobras do tempo. Ele evoca a essência do "Porto Antigo", onde cada esquina, cada janela, respira a autenticidade de vidas vividas. As escadas, que serviram a Muralha Fernandina, ligam a cidade à sua história, preservando ecos de lavadeiras e vendedores ambulantes, numa dança de memórias que se entrelaçam com o murmúrio das águas que ainda brotam destas fontes.

Ali, uma menina perde-se em pensamentos, ignorando o burburinho do mundo à sua volta, enquanto uma silhueta com serenidade repousa nos degraus, completando um quadro de paz. Este cenário, que se perpetua na pedra e na luz delicada, é um convite a deixar-se levar pela poesia de momentos simples, celebrando a beleza inalterada de um Porto que, apesar da modernidade, permanece fiel às suas raízes.

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