A Cidade Falcão: Ecos de Uma Memória Viva
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Pinhel, altiva Cidade Falcão debruçada sobre a Beira Interior, é mais que um ponto no mapa; é um manuscrito esculpido no granito, um verso antigo sussurrado pelo vento. Nas suas ruas estreitas, onde cada pedra conta uma história, ecoam os passos dos cavaleiros que outrora guardaram as fronteiras do reino. As muralhas medievais, veias de pedra serpenteando a encosta, testemunham séculos de vigilância e resiliência, protegendo um burgo onde o tempo teceu memórias.
No coração da cidade, o pelourinho manuelino eleva-se como um cetro de justiça e autonomia, banhado pela luz que doura as fachadas austeras da Igreja da Misericórdia e da Igreja de Santa Maria do Castelo, cujas portas vermelhas convidam a espreitar a alma de um povo. A torre de menagem, sentinela solitária, contempla horizontes vastos, guardando o segredo das gentes que moldaram estas terras.
Pinhel não é apenas história gravada na pedra; é um refúgio onde a tradição se encontra com a modernidade, onde o passado medieval dança com o presente serrano. É um lugar onde cada olhar descobre uma nova poesia, onde a luz da Beira revela a beleza agreste e a alma granítica desta cidade que resiste, renasce e encanta. Pinhel é um tesouro escondido, um poema vivo, um Portugal profundo esculpido na memória.
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